24 de Janeiro de 2011

 

Ficha de trabalho da AULA PRÁTICA DE CAMPO

 

FLORA – IDENTIFICAÇÃO DE ESPÉCIES

Recolher-se informação sobre as espécies dominates (árvores, arbustos e herbáceas), na área de estudo, bem como sobre musgos e líquenes.

Registar observações relativas às formas, cheiros e cores de flores, frutos e sementes e copas de árvores.

 

Efectuar colheitas para posterior determinação das espécies em actividades da sala de aula. Se possível, acompanhar a colheita com fotos da flora e da zona circundante. Cuidados a ter nas colheitas de espécies:

  • § Transportar as espécies em folhas de jornal secas, substituir quando húmidas.
  • § No caso de serem utilizados sacos de plástico, substitui-los, no fim da saída, por folhas de jornal.
  • § Não colher plantas em elevadas quantidades, em especial quando se tratar de exemplares únicos ou raros no local de estudo.

 

ESPÉCIES DOMINANTES (ÁRVORES, ARBUSTOS, HERBÁCEAS)

Observações (in situ)

N.º da foto

Nome da espécie

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 FAUNA – IDENTIFICAÇÃO DE ESPÉCIES

(Informação sobre os animais observados no interior do bosque ou vestígios da sua presença - pegadas, dejectos, etc.).

Fotografar os animais e/ou as suas pegadas e identificar os animais com recurso a guia de campo. Numerar as fotos.

 

ESPÉCIES OBSERVADAS

Observações (in situ)

N.º da foto

Nome da espécie

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Energias comVida às 09:25

14 de Janeiro de 2011

publicado por Energias comVida às 09:24

01 de Novembro de 2010

publicado por Energias comVida às 09:14

29 de Maio de 2010

publicado por Energias comVida às 23:33

22 de Maio de 2010

Em 2010 comemora-se o Ano Internacional da Biodiversidade, uma iniciativa das Nações Unidas para promover a consciencialização da sociedade no que respeita à importância da biodiversidade, às ameaças que enfrenta, e à urgência dos esforços para promover a sua conservação.
Na próxima quinta-feira, dia 27 de Maio, miúdos e graúdos são convidados a descobrir novas formas de olhar o mundo à sua volta que passam por sentir na ponta dos dedos as actividades divertidas de Biologia, Geologia, Química, Física, Matemática e Informática .
A comunidade educativa e a visitantes com necessidades educativas especiais vão ainda sentir em relevo a  I edição da Regata de Barcos Solares – Energias comVida . Celebramos desta forma o Dia das Ciências na Daniel Faria.

publicado por Energias comVida às 15:57

 

Um lugar com história

 

O lugar de Castromil, localizado na zona NW de Portugal, 23 km a Oriente da cidade do Porto, faz parte

do distrito do Porto, concelho de Paredes e freguesia de Sobreira. As minas de ouro situam-se num

pequeno monte alongado coberto por matos e árvores (principalmente pinheiros, giestas e eucaliptos), a Norte

do rio Sousa e da linha do caminho-de-ferro do Douro.

O jazigo aurífero de Castromil foi explorado no passado, pelo menos desde o tempo dos Romanos,

estando as marcas desses trabalhos antigos preservadas no local.

A riqueza em minério no subsolo da Península Ibérica, particularmente no Noroeste Peninsular, foi

determinante para expedições de vários povos que possibilitaram a sua identificação, localização e

consequente exploração.

As evidências arqueológicas testemunham que, pelo menos, há cerca de 2000 anos, os Romanos

desenvolveram actividades de extracção aurífera no concelho de Paredes, designadamente no Couto das

Banjas, na Serra de Quinta e nas Covas de Castromil, da freguesia da Sobreira, transformando a

exploração numa indústria extractiva sistemática assente numa complexa estrutura política, económica e

social.

Durante o domínio romano o regime de propriedade das minas era normalmente estatal e de exploração

directa, como em Três Minas (Vila Pouca de Aguiar), ou arrendadas a particulares, como testemunha o

regulamento inscrito em placas de bronze das Minas de Aljustrel.

As Covas de Castromil, designação popular, correspondem, conforme o próprio nome indica, à existência

de grandes covas/buracos (cortas) resultantes das técnicas de extracção utilizadas pelo romanos, que

decorrem do desmonte a céu aberto de grandes quantidades de rocha.

As explorações mineiras Romanas subterrâneas evidenciam um desmonte de vários filões, nos quais

ainda se podem ver hoje dezenas de concavidades onde estariam instalados equipamentos de

iluminação, muito provavelmente lucernas.

Parece ter sido utilizado o método de exploração seguido de enchimento (que ainda é empregue nas

minas subterrâneas actuais, sendo conhecido como o processo “cut and fill”) para assegurar a

estabilidade dos trabalhos mineiros seguintes. Esta estabilidade também era obtida pelo método de

sustentação por pilares, em que, parte do minério mais pobre e mais duro era deixado para trás.

As características do ouro não ser visível à vista desarmada, por um lado, e de estar misturado com

outros metais dos quais necessitava de ser purificado, entre outras, põe em evidência o conhecimento

tecnológico necessário para a sua exploração. Já na altura, como agora, o aproveitamento de um recurso

geológico exigia do seu conhecimento científico profundo.

O tratamento do minério de Castromil, necessitaria de uma moagem muito fina, à dimensão de silte e

argila, para que houvesse a libertação das partículas de ouro; após a moagem seria necessária a

utilização de água para uma separação hidrogravítica, baseada na maior densidade do ouro para a sua

separação do resto das partículas menos densas. A aglutinação das partículas de ouro (como se fosse

uma poeira) seria obtida pelo chumbo, que tinha ainda a função de através da copelação purificar o ouro

dos outros metais tais como a prata.

As grandes quantidades de escórias encontradas, resultantes do tratamento metalúrgico do minério, são

essencialmente de dois tipos: umas de carácter silicioso, pouco densas (ricas em espaços vazios), com

baixo teor em Au; outras, muito mais raras, de grande densidade e com alto teor em Au, constituídas por

uma liga metálica à base de Fe e As. A identificação de toda a rede de galerias subterrâneas, dos

inúmeros poços, e eventualmente a confirmação de canais de água para abastecimento dos trabalhos

mineiros, aguardam o desenvolvimento dos trabalhos de campo, quer dos geólogos, quer dos

arqueólogos, de forma a permitirem uma melhor compreensão da história deste sítio.

 

Supõe-se que para esta actividade extractiva sistemática eram necessárias centenas de pessoas, durante

muitos anos, o que certamente e à luz do que era feito no Couto de Três Minas ou em Aljustrel, exigia a

presença de destacamentos militares para organizar, vigiar e manter a ordem. A maioria dos

trabalhadores poderá ter sido escravos ou mesmos indígenas aculturados, geridos pelo

procurator

metallorum

, funcionário romano e representante de Roma.

Reconhecendo-se que nas Minas de Castromil, homens (romanos) desempenharam funções de mineiros,

de arquitectura e de engenharia, de gestão política e económica, de organização, vigilância e defesa,

aguardam-se os resultados dos trabalhos de prospecção e investigação arqueológica que poderão

contribuir para a identificação dos locais onde habitavam, oravam e enterravam os seus mortos.

Até aos meados do século XX, altura em que se realizaram prospecções geomineiras, não são

conhecidas outras explorações.

A divulgação deste património geológico mineiro, actualmente em curso, resulta de um protocolo entre o

Município de Paredes e o Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

Para além da exposição patente na Casa da Cultura de Paredes, que estará na Sobreira a partir de

meados de Maio, o conhecimento deste património passa, também, por uma visita às minas e ao meio

envolvente, revelando as potencialidades que este sítio oferece para a implementação de um Parque

Temático que constituirá um importante pólo de valorização e desenvolvimento turístico-cultural.

publicado por Energias comVida às 10:00

23 de Abril de 2010

 

Matos baixos espinhosos orófilos mediterrânicos. Comunidades orófilas de leguminosas espinhosas em forma de almofada, em Portugal representadas pelas comunidades do endemismo ibérico Echinospartum ibericum [caldoneira]. Teucrio salviastri-Echinospartetum pulviniformis e Echinospartetum iberici (classe Cytisetea scopariostriati).

Caracterização • Comunidades arbustivas de baixo grau de cobertura. • Dominância do Echinospartum ibericum, um arbusto espinhoso da tribo das Cytiseae (família das leguminosas), com fisionomia de almofada e raramente com mais de 0,5 m de altura. • A caldoneira é tanto mais pequena, e reduzida a uma densa almofada, quanto mais alto e exposto ao vento for o seu habitat; as plantas das cotas mais elevadas da Serra da Estrela, onde o efeito altitude e exposição é mais nítido, são incluídas por alguns autores na f. pulviniformis. • Comunidade permanente. • Frequentemente em mosaico com comunidades pioneiras de caméfitos (vd. habitat 6160) muito ricas em endemismos de distribuição restrita. • Estritamente heliófila, própria de cristas rochosas e outros relevos convexos (“meios em fase de morfogénese”), particularmente expostos ao vento, com solos esqueléticos derivados de rochas ácidas (leptossolos líticos); muitos dos biótopos de caldoneira culminam vales apertados onde as massas de ar são aceleradas pelo “efeito de Venturi”. • Óptimo ecológico nos andares supramediterrânico ou supratemperado submediterrânico, sub-húmido a hiper-húmido, altitudes entre 700 m e os 1750 m, descendo ao horizonte superior do andar mesomediterrânico (> ca. 500 m altitude) no canhão do rio Douro internacional.

Distribuição e abundância • Pontual nas montanhas mais elevadas dos Sectores Galaico-Português, Orensano-Sanabriense e Estrelense, no canhão do rio Douro internacional e nas serras da Malcata (Sector Lusitano-Duriense) e da Gardunha (Superdistrito Zezerense). • Área de ocupação estabilizada. Bioindicadores • Presença de Echinospartum ibericum.

publicado por Energias comVida às 00:11

06 de Abril de 2010

A antiguidade do povoamento de Baltar deve atribuir-se à época romana, testemunhada pelos restos de fortificações castrejas e construções dolménicas.

Durante a Idade Média, Baltar pertenceu ao concelho de Aguiar de Sousa. Em 1386, D. João I concedeu-lhe o título de Honra e doou-a ao seu vassalo João Rodrigues Pereira. Este, por sua vez, trocou esta recém-criada Honra com o seu primo D. Nuno Álvares Pereira. Esta troca aconteceu em 30 de Outubro de 1501.

Passou assim Baltar para a posse do Condestável, o qual por sua vez a doou à sua filha e marido, os Condes de Barcelos e primeiros Condes de Bragança.

Com Foral próprio, Baltar tinha câmara, com dois vereadores, juiz ordinário, tribunal, cadeia, forca e pelourinho, e estava sujeita à justiça superior de Barcelos.

Elevada à categoria de vila, Baltar tinha a partir daqui enormes direitos, só comparáveis às maiores povoações do Reino. D. João VI, a 6 de Março de 1763, confirmou esses privilégios.

Até ao século XIX, Baltar pertenceu então à casa de Bragança. Em 1800, fruto do prestígio alcançado ao longo dos séculos, formou concelho próprio, que no entanto teria uma curta duração, pois foi extinto em 1877.

Deste efémero concelho, faziam parte nove freguesias: Baltar, Cete, Vandoma, Astromil, Gandra, Sobrado, São Martinho do Campo, Rebordosa e Lordelo. À excepção de Sobrado e São Martinho do Campo, todas as outras seriam posteriormente integradas no concelho de Paredes.

Constituiu a honra de Baltar entre 1386 e 1834. Tinha, em 1801, 2 070 habitantes. Entre 2000 e 2009 constituiu concelho.

 Património

publicado por Energias comVida às 10:22

05 de Março de 2010

Românico do Vale do Sousa


O Românico no Vale do Sousa apresenta-se com características que o distinguem do Românico português e europeu. As portas de entrada nos espaços religiosos são ornamentadas, sobretudo, com esculturas vegetalistas e geométricas, bem como animalistas, de forma a constituírem uma defesa dos templos.
 
Esta personalidade própria do Românico do Vale do Sousa é valorizada, ainda, pela forma do trabalho da pedra. A escultura no Vale do Sousa retoma práticas das épocas visigóticas e moçárabes, recorrendo à talha a bisel, que favorece a clareza dos motivos e potencia os jogos de luz e sombra.
 
A maior parte dos mosteiros e igrejas românicas da região do Vale do Sousa corresponde a fundações mais antigas do que a arquitectura que evidencia, devido às reformas românicas efectuadas.
  
As novas construções do século XIII recorrem a modelos das antigas igrejas pré-românicas e inspiram-se na decoração da Sé Velha de Coimbra, da Sé do Porto e da Sé de Braga/São Pedro de Rates, criando uma nova linguagem, exclusiva desta região. Esta corrente artística perdura, durante muito tempo, no Vale do Sousa, influenciando novas construções que bebem dos modelos construtivos e das soluções decorativas da época românica.
  
No centro do período Românico do Vale do Sousa reside a Igreja do Mosteiro do Salvador de Paço de Sousa (Penafiel), considerada nuclear no contexto da arquitectura deste estilo na região. Este velho mosteiro beneditino é um dos mais apelativos e prestigiados testemunhos da arquitectura românica nacional, sendo o ponto de partida para a construção do Românico Nacionalizado, forjado na tradição pré-românica e inspirado pelos temas originários do românico de Coimbra e da Sé do Porto.

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publicado por Energias comVida às 17:17

21 de Fevereiro de 2010

Castro da Serra do Muro de VandomaFreguesia: Vandoma/Baltar
Localidade: Serra do Muro de Vandoma/Baltar
Enquadramento Cronológico: Proto-história/Medieval
Decreto: n.º 45/93, Diário da República 280 de 30 de Novembro de 1993 (em reclassificação)

Historiografia
A Serra do Muro de Vandoma aparece designada em documentos medievais por mons Benidoma ou Bendoma representando uma referência fundamental ao território circundante. Este local, a uma altitude máxima de 519 metros, tem condições naturais de defesa e um domínio visual de grande alcance.
Os vestígios arqueológicos apontam para uma ocupação desde a proto-história até à Idade Média.

O topónimo Serra do Muro advém da existência de uma muralha com cerca de 4 metros de largura e 3.927 metros de perímetro, num circuito contínuo mas irregular. É construída por silhares assentes em seco, constituída por dois paramentos paralelos preenchidos interiormente com pedra miúda. Nos troços mais bem conservados não ultrapassa um metro de altura, à excepção de um local que mantém ainda cerca de dois metros com uma saliência rectangular de 0,40 metros. No interior do recinto amuralhado aparecem à superfície fragmentos de cerâmica e tégula.

Considera-se um marco patrimonial por excelência para o qual se prevê um projecto abrangente quanto à conjugação das diferentes valências patrimoniais de modo a criar um foco de fruição turística, cultural e patrimonial.

publicado por Energias comVida às 09:15

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